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Neurociência do consumidor X neuromarketing



Neurociência do consumidor, um termo que expressa o “foco de atenção dos pesquisadores seja no campo de elaboração de novas teorias, seja em potenciais aplicações gerenciais nas firmas e organizações em geral” (Shigaki, Gonçalves, Santos). Logo, ele analisa o comportamento do consumidor. Porém, cabe ressaltar que há uma diferença entre neurociência do consumidor e neuromarketing, eles podem ser complementares, mas não são a mesma coisa “a título de conceito, o primeiro, Neurociência do Consumidor, pode ser entendido como uma abordagem de pesquisa que faz uso de procedimentos neurocientíficos. Já o segundo, Neuromarketing, trata da aplicação dos resultados dos achados da Neurociência do Consumidor dentro de um escopo comercial” (Shigaki, Gonçalves, Santos). Ou seja, de forma bem simples, enquanto a Neurociência do consumidor seria a teoria, o Neuromarketing seria a prática.


Pode-se avaliar a neurociência do consumidor como interdisciplinar, abordando temas e disciplinas como “psicologia social, econometria e ciências sociais, comportamento do consumidor e neurociência cognitiva, ou seja, neurociências do comportamento e neurobiologia” (Shigaki, Gonçalves, Santos). Além de usar de dados quantitativos referentes às reações cerebrais e medições biométricas. E a partir disso, e com o uso de ferramentas o Neuromarketing vai se modulando.


Para realizar pesquisas nessas áreas, as ferramentas mais utilizadas são: fMRI (ressonância magnética funcional, com o objetivo de registrar as atividades metabólicas ao se avaliar o fluxo sanguíneo no cérebro), EEG (eletroencefalograma, com o objetivo de registrar as atividades elétricas), ECG (eletrocardiograma), eye tracker (rastreamento ocular – mede na tela onde ocorreram o maior número de fixações, ou seja, para onde a pessoa mais olhou) e a condutância cutânea (Resposta galvânica na pele, mede-se a resistência elétrica na pele). Ao se utilizar dessas formas de avaliação, busca-se interpretar melhor o lado consumidor das pessoas.


Atualmente, tem se avaliado o lado positivo e negativo de pesquisas desse tipo, o quão éticas são, suas vantagens tanto para os consumidores como para os fornecedores de produtos e outros. Mas de fato, é inevitável afirmar que os avanços em neurociência e nas suas áreas contribuiu para um avanço na área de Marketing possibilitando novas formas de pesquisa e conhecimentos.


Fonte da imagem: https://www.reamp.com.br/blog/2018/04/como-utilizar-o-neuromarketing-para-obter-sucesso-no-seu-negocio/

Shigaki, H. B.; Gonçalves, C. A.; dos Santos, C. P. Neurociência do consumidor e neuromarketing: potencial de adoção teórica com a aplicação dos métodos e técnicas em neurociência. Revista Brasileira de Marketing. Vol.16, n. 4. 2017.





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